Páginas

Mostrando postagens com marcador matemática. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador matemática. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Equações Diferenciais Ordinárias

As EDOs, ou simplesmente Equações Diferenciais Ordinárias tem me mostrado por tentativa e erro o quanto são inatingíveis por mim. Esse drama todo se justifica em parte por incansáveis vezes que ousei desafiá-las e resolver alguns problemas. Resultado, aprendi alguma coisa nessa aventura: "Não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis" René Descartes.
A seguir, uma EDO para iniciantes...rsrs
 Referências:K. F. RILEY, M. P. HOBSON and S. J. BENCE. Mathematical Methods for Physics and Engineering

domingo, 15 de maio de 2011

Computaçao Primitiva

Ábaco



Muitos dos modelos de computação usados hoje na aritmética elementar, tais como para a realização de multiplicações e divisões, somente surgiram no século XV. Duas dessas razões são em geral aventadas para explicar esse desenvolvimento tardio: as dificuldades intelectuais e as dificuldades materiais encontradas nesse trabalho.

Enfoquemos nossas atenções às dificuldades materiais relacionadas à escrita. Pois essas, de fato são nítidas se comparadas com a disponibilidade de ferramentas que permitem a rápida difusão do conhecimento científico do século XXI.

A escassez de materiais que possibilitassem a escrita de processos aritméticos impulsionou ao homem a criação de alternativas que naquele momento satisfizessem tais necessidades. Assim, a invenção do PAPIRO (o qual era demasiadamente valioso), pelos antigos egípcios impulsionou a inversão do PERGAMINHO, o qual era feito com peles de animais, diferentemente do papiro, pois este era feito com um junco aquático do papu.

Agora, antes e durante o Império Romano usaram-se freqüentemente tabuleiros de areia para cálculos simples e para traçados de figuras geométricas. E, obviamente, muito cedo se usaram pedras e argila para registros escritos. Então, percebemos que uma forma de contornar tais dificuldades intelectuais e materiais foi à invenção do ÁBACO, que pode ser considerado o mais antigo instrumento de computação mecânico usado pelo homem.

Texto adaptado do livro “Introdução à história da matemática” de Howard Eves.


terça-feira, 22 de março de 2011

Prática de oficina como recurso para a aprendizagem da matemática

A tarefa de ensinar Matemática de forma satisfatória e significativa tem se tornado no decorrer dos anos um desafio para professores que já atuam na área e principalmente àqueles recém graduados em licenciatura. Assim, o ensino da matemática aparece como um desafio pois exige certo comprometimento na elaboração de estratégias de ensino e uma formação acadêmica de qualidade.

Ainda é perceptível encontrar nas escolas práticas fundamentadas pelo ensino tradicional, não que essa prática esteja falida, pois é possível que a aprendizagem ocorra seguindo esse caminho. Contudo, essas práticas tem se tornado ultrapassadas se a comparamos com as novas ferramentas de aprendizagem disponíveis na atualidade, como é o caso dos softwares educativos; nesse sentido faz-se necessário que o trabalho didático acompanhe essas mudanças.

O processo de mudança é lento. Verifica-se ainda, resistência por parte de professores em inovar na sala de aula e aceitar que mudar é preciso, pois fazer adaptações em sua prática requer conhecimento sobre o assunto, e nem sempre isso lhes é oferecido ou discutido. Buscar novas estratégias de ensino implicaria na saída de uma zona considerada de conforto, a qual lhes oferecem condições de manutenção do “controle” sabre a sala, e um novo ambiente de aprendizagem tenderia a ser palco de novas experiencias e experimentação de uma metodologia antes desconhecida ou ignorada.

Trabalhar com oficinas em sala de aula como recurso a aprendizagem da matemática requer do professor maior cuidado tanto na elaboração da oficina como na aplicação desta. Nas oficinas o aluno é visto como um sujeito mais independente e espontâneo, o professor deve estar atento a possíveis dúvidas que sejam ocasionadas por tal espontaneidade e procurar de forma construtiva esclarecê-las e reorientar o trabalho do aluno caso detecte algum desvio de aprendizagem. 
O ambiente acima descrito faz referencia à aplicação da metodologia de oficinas em aulas de matemática, nesta perspectiva as oficinas devem ser bem elaboradas e sempre pensando nos objetivos que se pretendem alcançar.

Se o professor optar por trabalhar com oficinas será necessário conhecer as etapas de sua metodologia, e são elas:
1. Representação do problema;
2. Levantamento de hipóteses;
3. Experimentação;
4. Discussão coletiva;
5. Registro das conclusões.
Na primeira etapa é apresentado ao aluno o problema, é o momento de buscar entender o enunciado, fazendo uma leitura de todas as informações. É a fase de compreensão do problema e, é de suma importância que o aluno queira resolver o problema, nesse sentido o papel do professor faz-se necessário para motivá-lo. Ao levantar as hipóteses, inicialmente, o aluno pensa nas possíveis fomas de se resolver o problema proposto, retira os dados relevantes ou traça alguma figura. Após essas etapas ele faz a experimentação, podendo até aplicar um conhecimento prévio sobre o assunto , na tentativa de chegar a um resultado conciso. A experimentação é o momento de o aluno estabelecer relações dos dados do problema com algum algoritmo ou resolução por ele conhecido.

O passo seguinte faz referencia à discussão coletiva, é o momento de os alunos praticarem a oralidade característica das oficinas, aqui lhe é permitido apresentar a solução encontrada aos demais colegas inclusive o professor, e através dessa oralidade confrontar as diversas soluções apresentadas provocando a discussão entre eles oportunizando expressar suas opiniões, e o professor atuaria como mediador desses diálogos, dando suporte sempre que necessário.

A última fase da metodologia da oficina, pode ser vista como o desfecho da atividade, é nesse estágio que se realiza o registro das soluções. A importância dessa fase está na formalização do saberes construídos pelos participantes ao alongo do desenvolvimento da oficina. É uma fase em que os grupos de alunos fazem seus respectivos registros orientados pelo professor, elucidando os caminhos percorridos para encontrar a solução do problema. E ainda, os registros das soluções servem de dados que indiquem ao professor como anda a aprendizagem da turma, e num outro momento, de posse dessas informações ele analisa alguma estratégia de ensino que viabilize suprir alguma deficiência apresentada.

Em conclusão, se bem planejadas as atividades a serem aplicadas e seguidos todas as etapas da oficina, é provável que as aulas de matemática tomem outra direção, sendo vista pelos alunos como uma forma descontraída e prazerosa de aprender, apesar de se estar trabalhando com conceitos que nem sempre são simples de compreender.

Em aulas tradicionais o aluno tende a ser visto como um ser estático, mas na perspectiva das oficinas todos os envolvidos estão em constante movimentação, e além disso, ele tem a oportunidade de socializar suas produções sem receio de ser repreendido por algum possível erro nas soluções; também oportuniza a interatividade, o diálogo entre alunos e destes com o professor. Para o professor a atividade é fonte riquíssima de informações sobre o nível de aprendizagem que se encontra a turma, informações que servem de subsidio para tomada de decisão a respeito que quais intervenções pedagógicas serão necessárias posteriormente.